"As drogas vão fazer você viajar e esquecer dos seus problemas."
Por que dizer não: dependendo da droga, você vai ter mesmo uma sensação de relaxamento, euforia, e pode até experimentar algumas alucinações. Durante o tempo em que durar o efeito, vai se sentir poderosa, mais corajosa do que nunca. O fato é que o barato dura segundos. Quando muito, minutos. E, depois, seus problemas voltarão a ter exatamente o mesmo tamanho. "Na verdade, é provável que após experimentar a droga, a adolescente se sinta pior. Porque. junto com o prazer, sempre vem prejuízos físicos e emocionais. Além disso, quem entra nessa, num momento de tristeza e dificuldade, estará muito mais propenso a se viciar do que aquele que topou usar só por curiosidade", explica a psiquiatra Jackeline Giusti, do Ambulatório de Adolescentes e Drogas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (FMUSP). Ou seja: basta experimentar uma única vez, para correr o risco de virar escrava. " Não há nenhuma garantia de que, ao usar qualquer droga, a garota não vá se viciar, porque todos os tipos de droga causam dependência. A única maneira segura de se proteger é não experimentar. E isso é uma escolha de cada um", complementa.
"Beber não tem nada de mais. Todo mundo na balada fica chapado!"
Por que dizer não: Por mais que seja permitido e até aceito socialmente, o álcool é uma das mais perigosas drogas. Como atua no sistema nervoso central, a bebida tem um poder enorme de causar dependência e, para sentir os mesmos efeitos, será necessário consumir doses cada vez mais alta. O uso excessivo, por sua vez, leva a alteraçãoes psicológicas e mentais. Isso, sem falar na parte física, nos danos para o fígado, o coração e outros órgãos. A parte psicomotora também pode ficar seriamente comprometida. "Mas o pior efeito o álcool é mesmo a mudança de comportamento que ele provoca no jovem, que poderá ficar mais agressivo e impulsivo, tomando atitudes impensadas", explica o psicofarmacologista Elizaldo CArlini, diretos do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
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